Ficha de Leitura: DANTE, Prof. e TINÉ, Sandra Zita Silva - "Cirrículo Escola e Comunidade: Relações e Possibilidades", http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2004/cp/tetxt3.htm. Acedido a 14 de Junho

10-01-2011 02:43

 

Palavras chave:

Currículo, currículo escolar, currículo comunitário, articulação, flexibilidade

 

Ideias + importantes:

O currículo é um processo, é movimento, é busca.

O currículo não é apenas um conceito, um conjunto de fórmulas e factos já vividos, mas é constituído pelas experiências individuais e colectivas que permitem que indivíduos e grupos sociais sejam o que são e se movimentem no sentido de serem mais.

Se o currículo é construído para os indivíduos, é importante que tenha em atenção a integridade de cada sujeito já que ele não se divide em “sujeito escolar” e “sujeito não-escolar”. É necessário articular as experiências que constituem o currículo escolar com as experiências comunitárias, os seus saberes e necessidades, as vivências, valores, gostos e costumes, formas diferentes de ver o mundo, de forma a possibilitar a construção de uma identidade social.

A escola não deve ser apenas um local de transmissão de conhecimentos mas deve ter a capacidade de integrar e ao mesmo tempo facilitar experiências diferentes que promovam mudanças nas condições de vida da comunidade.

 

Passagens interessantes:

“ O que entra em jogo, para pensar o currículo escolar, diz respeito à vida de homens e mulheres na sua integridade, o que nos leva a pensar nas possibilidades de articulação entre escola e comunidade.”

“ Entendemos que todo o movimento curricular tem de partir das necessidades das comunidades locais. Isso não significa sobrepor as necessidades comunitárias ao currículo escolar. Ao contrário, a escola precisa saber colocar-se na vida comunitária contribuindo para que a comunidade possa se conhecer através dela”

“ o currículo escolar não pode perder de vista o contexto sociocultural mais geral e o conhecimento historicamente construído e exigido na busca por tornar os sujeitos autónomos e activos na transformação das suas vidas.”

“ Precisamos pensar na escola como um espaço democrático de diversidade e pluralidade (…) como espaço em que os sujeitos criassem seus próprios significados, ao invés de obtê-los formatados e predeterminados por outrém.”

“ A escola participa da comunidade e é participada por ela.”

 

07/12/2010 Aluna: Ana Maria Coelho, n.º 38377